Não podemos negar que a coleção Inverno 2011 da grife Joulik está lindíssima, porém o que realmente me chamou a atenção foi a magreza excessiva da modelo Vanessa Frydryszeski. Até onde chegaremos com esse padrão de beleza imposto para com as modelos?
A ideia de que as roupas possuem caimento melhor em corpos magros e esbeltos surgiu na década de 60 em uma época na qual as modelos eram “mais cheinhas”. A modelo Twiggy, mostrou ao mundo que ser magra era também sinônimo de beleza. O trabalho das modelos, passou então, a expor apenas as roupas e não os seus corpos, por isso deveriam ter menos curvas possíveis para que houvesse o “caimento perfeito”, servindo como “cabide ambulante”. Mas foi na década de 80 que o padrão de beleza se materializou com os cachês altíssimos que as manequins recebiam, relacionando magreza a riqueza. O fenômeno não se aplica apenas com o conceito de que moda é distinção de classes sociais, mas também quando o assunto é o tipo físico das pessoas.
Os concursos de beleza exigem para um corpo perfeito 90 cm de busto, 60 cm de cintura e 90 cm de quadril, e será que esse é realmente o padrão ideal, que muitas vezes coloca em risco a saúde das modelos?















